
Foi realizada nesta quinta-feira (31/07) no Segundo Cartório de Feitos Especiais do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) a reunião de conciliação entre a Prefeitura de Bambui e o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram). A audiência tinha como meta um acordo no dissídio coletivo impetrado pela Prefeitura pleiteando a decretação da ilegalidade da greve dos servidores municipais, ocorrida em junho.
No dia 28 de junho o desembargador Carlos Levenhagen concedeu liminar à Prefeitura, determinando a imediata suspensão do movimento grevista e determinou a realização de audiência de conciliação, conforme ocorreu nesta quinta-feira.
Os dois representantes da Prefeitura na audiência, o procurador Rique Braher Lopes Soares e a advogada Gilcilene Alves de Faria, não apresentaram nenhuma contraproposta para ser negociada, se limitando a ataques velados à atuação do sindicato. O advogado do Sintram, José Maria Marques, declarou que a Prefeitura não quer negociar com o Sindicato, o que tornou a audiência desnecessária.
A greve da categoria foi motivada pela sanção da Lei Complementar 02/2025, que autoriza o prefeito a entregar boa parte do serviço público para organizações sociais. Os representantes da Prefeitura declararam que a Lei será cumprida, embora o próprio Executivo não tenha dados legítimos que comprovem sua eficácia.
O presidente do Sintram, Marco Aurélio Gomes, declarou que o Sintram cumpre as determinações da Justiça e vai aguardar o julgamento do mérito do dissídio coletivo, uma vez que não houve proposta para ser discutida. “Uma eventual declaração de ilegalidade da greve nos levará a outras medidas judiciais, inclusive a interposição de recursos. Mas decisões futuras, só serão tomadas de acordo com decisão dos servidores, que terão a palavra final!”, declarou o presidente.
Reportagem: Jotha Lee
Sintram Comunicação