
A família do professor Jhonathan Simões (27 anos), assassinado friamente pelo ex-namorado, o vereador da cidade de Araújos, Lucas Coelho (33 anos), divulgou um emocionante vídeo em suas redes sociais clamando por justiça. O crime foi premeditado, segundo conclusão do inquérito policial, e aconteceu no dia 29 de abril em frente a casa do professor, na cidade de Formiga.
Lucas Coelho foi afastado imediatamente de suas funções na Câmara Municipal de Aráujos, teve o salário suspenso, mas não perdeu o cargo, uma vez que aindea não foi votada a cassação do seu mandato.
Lucas Coelho se entregou no dia 5 de junho, porém ficou preso pouco mais de um mês. No último dia 18, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou a expedição do alvará de soltura do vereador, após análise de um habeas corpus impetrado pela defesa.
Veja o vídeo divulgado pela Família clamando por Justiça
As investigações da Polícia Civil concluíram que, por cerca de um ano, o professor e o vereador mantiveram um relacionamento amoroso marcado por agressões e ameaças. No dia 15 de fevereiro deste ano, o professor chegou a procurar a Polícia Militar para registrar um boletim de ocorrência, ocasião em que relatou ter sido alvo de agressão, além de ter seu veículo danificado pelo vereador. Na oportunidade, o professor contou ter recebido ameaças e o vereador lhe disse textualmente: “Vou derramar seu sangue, você vai sofrer o luto em Formiga”.
Imagens do sistema do sistema Olho Vivo registraram no dia do crime a chegada de um carro preto, sem placas, à casa do professor. Ainda por meio das câmeras, foi possível identificar o Lucas Coelho aguardando a chegada do ex namorado e o momento dos disparos efetuados contra a vítima. Após o crime, o vereador fugiu no veículo, não sendo mais localizado.
Por meio de levantamentos, policiais civis apuraram que o carro havia sido alugado no dia do crime, em Bom Despacho, cidade a 113 quilômetros de distância de Formiga.
De acordo com o delegado Ricardo Augusto de Bessas, um fato teria agravado ainda mais a relação dos dois. “O relacionamento passou a ser mais conturbado ainda a partir do momento em que o professor tomou conhecimento de que havia contraído o vírus HIV. Ele se sentiu prejudicada, porque o vereador é soropositivo e não havia informado essa circunstância quando iniciaram o relacionamento”, revelou.
Por meio da análise de mensagens e de dados extraídos de aplicativos, a Polícia Civil confirmou o padrão de violência e a premeditação do crime.
Reportagem: Jotha Lee
Sintram Comunicação