Autor: Jota

Enquanto Zema come banana com casca para debochar da política econômica, Minas fatura 1,5 bilhão de dólares em exportações

Enquanto Zema come banana com casca para debochar da política econômica, Minas fatura 1,5 bilhão de dólares em exportações

Há pouco mais de 15 dias, o governador Romeu Zema (Novo) comeu uma banana com casca e gravou vídeo para debochar da política econômica do governo Lula. Zema mostrou que desconhece os resultados da economia, com o menor índice de desemprego da história, comércio em crescimento, o PIB histórico, além de outros números que comprovam o bom momento econômico, embora o governo continue enfrentando boicotes no agronegócio e outros setores econômicos ideológicos.

Zema ignorou, inclusive, o avanço da economia em Minas Gerais, mesmo contra medidas recém adotadas pelo governo estadual, como o aumento do ICMS. As provas do momento econômico de Minas Gerais podem ser sentida em vários setores, principalmente nas exportações.  De acordo com dados do próprio governo Zema, as exportações mineiras totalizaram US$ 2,9 bilhões em fevereiro deste ano, com superávit de US$ 1,5 bilhão na balança comercial. No período, as importações totalizaram US$ 1,4 bilhões, representando um aumento de 24,2%, em comparação com o mesmo mês em 2024.

Em fevereiro, o estado foi o segundo maior exportador do Brasil, contribuindo com 12,7% das exportações brasileiras, atrás apenas de São Paulo (20,5%), além de ter se mantido como o quinto principal estado importador, sendo responsável por 6% do volume nacional.

Considerando o fluxo comercial, isto é, a soma das operações de importação e exportação, Minas Gerais contabilizou US$ 4,3 bilhões, o segundo maior do país, mesmo com a baixa de 1,5%, em comparação a fevereiro do ano anterior.

Segundo os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Minas continua se destacando nas vendas internacionais de produtos como minérios de ferro e seus concentrados (27,8%); café (26,8%); ouro (7,2%); ferro-ligas (5,0%) e carnes de animais da espécie bovina (2,9%).

“Nos dois primeiros meses do ano, Minas já exportou US$ 6 bilhões e registrou superávit total de US$ 3,1 bilhões. E é importante observar que, assim como no ano passado, o agro mineiro vem se destacando, o que reforça não só o compromisso dessa gestão do Governo de Minas com o comércio exterior, mas com a diversificação da nossa economia”, afirmou a nova secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Mila Corrêa da Costa.

DESTINOS DAS EXPORTAÇÕES

Entre os 232 municípios mineiros que exportaram no período, se destacaram: Varginha (7%); Conceição do Mato Dentro (5,8%); Paracatu (5,6%); Nova Lima (5,1%) e Araxá (5,1%).

Minas também alcançou 147 mercados com as vendas internacionais, sendo os principais países compradores: China (33,2%); Estados Unidos (11,6%); Canadá (5,4%); Argentina (4,9%) e Japão (4,2%).

Em fevereiro, o estado também ampliou suas exportações para parceiros comerciais, como o Canadá, com crescimento de 123,4% (US$ 86,3 milhões).

PRODUTOS IMPORTADOS

As principais mercadorias importadas foram: partes e acessórios para veículos automóveis (3,7%); automóveis de passageiros (3,7%); compostos heterocíclicos — produtos químicos orgânicos (2,4%) –; medicamentos (2,2%); instrumentos e aparelhos para medicina, cirurgia, odontologia e veterinária (1,9%).

Dentre os 207 municípios importadores, as cidades que se destacaram foram: Extrema (13,8%); Betim (12,6%); Uberaba (7,4%); Contagem (6,3%) e Pouso Alegre (5,9%).

Com Agência Minas

Presidente do Superior Tribunal Militar diz que Bolsonaro pode ser julgado por crime militar

Presidente do Superior Tribunal Militar diz que Bolsonaro pode ser julgado por crime militar

Presidente Lula na posse da nova presidente do STM (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Rocha, disse nesta quarta-feira (12) que o ex-presidente Jair Bolsonaro pode ser julgado pela Justiça Militar e perder a patente de capitão da reserva do Exército.

Na avaliação da ministra, o eventual julgamento de Bolsonaro pelo STM depende da investigação sobre a trama golpista e de um pronunciamento do Ministério Público Militar (MPM), que deverá verificar se o ex-presidente cometeu algum crime militar, além das acusações de golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, que são crimes comuns e serão julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Ele pode ser submetido a um conselho de justificação por representação de indignidade. Ele pode ser julgado também por crimes militares, como de incitação à tropa, por exemplo. Tudo vai depender de como vai ser feita a apuração penal no STF e qual será a decisão dos ministros da Primeira Turma e, posteriormente, do plenário, porque caberá recurso”, afirmou.

A ministra também disse que militares envolvidos com a trama golpista e com atos de 8 de janeiro de 2023 podem ser julgados pela Corte militar. “Aqueles crimes que forem detectados ao longo da persecução penal e que configurarem crimes militares, eles [militares] serão julgados na nossa Corte, sim. Como, por exemplo, ofensas de inferior a superior. Nas mídias sociais, isso aconteceu, e nós julgamos e condenamos um coronel que ofendeu um comandante do Exército”, completou.

POSSE

Maria Elisabeth Rocha tomou posse no cargo de presidente do STM nesta quarta-feira. Primeira mulher a ocupar o cargo em 217 anos de história do tribunal, a ministra terá mandato de dois anos. “Sou feminista e me orgulho de ser mulher”. Essas foram suas primeiras palavras após a posse, cuja solenidade contou com a presença do presidente Lula.

As declarações da ministra foram feitas durante discurso de posse na presidência da Corte militar. Primeira mulher a ocupar o cargo em 217 anos de história do tribunal, a ministra terá mandato de dois anos.

No discurso,  Elisabeth Rocha afirmou que as mulheres brasileiras têm um “sonho de igualdade” e ressaltou que o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo.

Para a presidente, apesar dos avanços conquistados pelas mulheres, é longo o caminho para a construção de um país livre de constrangimentos e asfixias sociais.

“Conviver em uma sociedade na qual sejam superadas todas as formas de discriminação e opressão é um ideal civilizatório de convivência entre humanos”, afirmou.

Com Agência Brasil