Após denúncia de nepotismo, MP recomenda exoneração da esposa do Prefeito de Carmo do Cajuru

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Além da esposa, a cunhada de Vinicius Camargos também consta na denúncia, quando ela ocupava o cargo de assessora administrativa

Em um cenário de alta tensão na gestão municipal de Carmo do Cajuru, o Ministério Público recomendou a exoneração da esposa do prefeito Vinicius Camargos (PP), apontando práticas que configuram nepotismo. A medida, que surge após denúncias de contratações irregulares, reforça a preocupação com a transparência e a ética na administração pública.

Irregularidades e Nepotismo

Além da acusação de nepotismo, foram denunciadas também nomeações de profissionais para funções incompatíveis com suas qualificações

A vereadora Tainara Andrade (PT) foi a primeira a levantar essa questão, afirmando que a prática não só infringe a legislação, como também fragiliza a confiança da população nos gestores municipais.

Recomendação do Ministério Público

Em meio às denúncias, o Ministério Público recomendou a exoneração da esposa do prefeito, que ocupa dois cargos públicos – um efetivo e outro temporário –, medida que visa evitar favorecimentos indevidos e corrigir eventuais desvios de conduta. 

Além da esposa de Vinicius Camargos, a cunhada do prefeito foi nomeada para a assessoria administrativa, mas foi exonerada logo após a denúncia, em março de 2025. Ela teve um relacionamento com o irmão do prefeito no passado.

Essa orientação vem reforçada pelo acúmulo de denúncias em um curto período de mandato – apenas três meses – que têm evidenciado falhas nos processos seletivos e na definição de funções, comprometendo a prestação de serviços essenciais à população.

Prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Carmo do Cajuru disse que a esposa do prefeito é servidora efetiva do município e que, por três anos, acumulou cargo temporário como farmacêutica, por conta de sua qualificação técnica.

A Prefeitura de Cajuru afirmou ainda que irá acatar a recomendação do MP e que a esposa do atual Chefe do Executivo irá permanecer apenas no cargo em que é efetiva.


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