SINTRAM

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12/11/2025 - 15h04

Na reunião da Câmara da última segunda-feira, a vereadora Priscila da Saúde pediu mais tempo para analisar o projeto, mas foi barrada pelo presidente da Câmara (Foto: Reprodução/Youtube)

O presidente da Câmara Municipal de Bambuí, Luciano Cardoso, o Luciano da Creche (Republicanos), mais uma vez demonstrou o seu total menosprezo aos servidores municipais da cidade. Essa conduta desprezível do presidente do Poder responsável pela fiscalização dos atos do Executivo, ficou explícita durante a greve dos servidores ocorrida esse ano, quando Luciano Cardoso, por diversas vezes, impediu a categoria de usar a chamada tribuna livre da Câmara para defender os seus direitos. Além disso, Cardoso atuou abertamente para esvaziar a greve da categoria.

A atitude vassala de Luciano Cardoso é o reflexo de sua subserviência ao prefeito Firmino Júnior (Podemos) e coloca o Legislativo como cúmplice de uma série de medidas que vão comprometer a qualidade do serviço público, refletindo diretamente no cidadão bambuiense.

SEM DISCUSSÃO

Essa semana, Luciano Cardoso teve mais uma atitude autoritária ao impedir que um projeto que pode trazer prejuízos aos direitos dos servidores municipais tivesse mais tempo para ser discutido. Trata-se do Projeto de Lei 45/2025 que, na prática, traz nova regulamentação para a concessão do auxílio alimentação aos servidores municipais.

Atualmente a categoria tem direito ao benefício, que é pago em pecúnia e de acordo com os dias trabalhados. O projeto em tramitação na Câmara prevê a concessão de um auxílio no valor de R$ 300,00 a partir de 1º de janeiro do ano que vem. Entretanto, pela proposta, o auxílio deixa de ser pago em dinheiro e será concedido através de cartão magnético, que somente poderá ser utilizado em locais específicos.

Além disso, o projeto ainda  determina que “os servidores que se encontrem afastados, do exercício do cargo ou função pública, por período superior a dois dias, por qualquer motivo ou circunstância, ainda que mediante apresentação de atestado médico ou outra justificativa formal de ausência” não terão direito ao auxílio alimentação no período.

Na sessão da Câmara Municipal da última segunda-feira, a vereadora Priscila Cristina Oliveira, a Priscila da Saúde (PSB) pediu vistas do projeto, argumentando que tinha dúvidas e disse que da forma como está a redação da proposta, ela votará contra por entender que há prejuízos aos servidores. A vereadora pediu para que fosse convocado um representante do Executivo para explicar a matéria, principalmente sobre o corte do benefício para servidor afastado por qualquer motivo.

Numa atitude monocrática e autoritária, o presidente da Câmara, Luciano Cardoso, negou o pedido de vistas, como também negou o pedido da vereadora para a convocação de um representante do Executivo para prestar esclarecimentos sobre o projeto.

O presidente do  Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram), Marco Aurélio Gomes, lamentou mais uma atitude contra os servidores adotada pelo presidente da Câmara e afirmou que da forma como a proposta está redigida o sindicato é contra. “Somos contra porque vai haver corte de direitos. Hoje o servidor recebe em pecúnia e a partir da alteração proposta pelo projeto o auxilio será concedido na forma de cartão magnético. Muitos servidores utilizam esse dinheiro como complemento de renda e a Câmara vai tirar isso porque o presidente age apenas para seguir as ordens do Executivo”, declarou.

Marco Aurélio Gomes disse ainda que é totalmente descabido que o servidor, que ficar afastado por dois dias por qualquer motivo, perda o direito ao benefício no mês. “Ora, isso é totalmente descabido. Na hipótese de o servidor estar afastado por atestado, ele vai perder todo o benefício por não poder comparecer ao trabalho por determinação do seu médico? Se isso for legal, é uma imoralidade sem tamanho, é um absurdo que a Câmara vá aprovar uma aberração dessas somente para cumprir as ordens do prefeito”, finalizou o presidente.

Reportagem: Jotha Lee
Sintram Comunicação


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