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Vice-presidente do Sintram critica tratamento diferenciado dado pela administração a servidores com formação superior
  • O vice-presidente do Sintram, Wellington Silva, reuniu-se diversas vezes com os procuradores Wendell Santos e Rodrigo Oliveira, para discutir o assunto.
  • Do Sintram, em Divinópolis - MG
    08/10/2019 16h12 • Atualizado em 08/10/2019 16h21
  • No dia 25 de setembro, o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram), Wellington Silva, reuniu-se com o procurador geral do município, Wendell Santos, para tratar de diversos assuntos de interesse dos servidores públicos municipais de Divinópolis. Na pauta constou a reivindicação de sociólogos, historiadores, bibliotecários e educador de trânsito, que há anos vêm batalhando pela isonomia na carga horária. O assunto foi tema de vários encontros do dirigente do Sintram com o governo municipal, porém a administração manteve-se irredutível, comunicando que a concessão desse benefício agora está fora de cogitação.

     

    Há anos os sociólogos, historiadores e educador de trânsito vêm reivindicando a correção dessas distorções salariais e de carga horária. Embora sejam funções que exigem nível educacional superior, o salário inicial é de R$ 1.594,39, por uma carga horária de oito horas diárias, ficando muito abaixo do valor pago por outros municípios. Como é o caso de Betim, onde no último concurso o salário inicial do sociólogo é de R$ 3.301,33 para 30 horas semanais.

     

    Já o assistente social em Divinópolis tem um salário inicial de R$ 1.594,39, enquanto em São Sebastião do Oeste, o salário para o mesmo cargo previsto no edital do concurso público que será realizado na cidade, é de R$ 3.324,48, e em Itaúna chega a R$ 3.604,49. Já o bibliotecário em Itaúna percebe um salário mensal de R$ 3.604,19, enquanto em Divinópolis a Prefeitura paga apenas R$ 1.594,39 para a mesma função.

     

    COBRANÇA

     

    Após deixar a reunião do dia 25 com o procurador, o vice-presidente do Sintram prometeu que continuará lutando pela isonomia para que seja feita justiça. Diante da posição do governo, Wellington Silva afirmou que há uma insensibilidade do Executivo com algumas categorias de servidores públicos. “A diretoria do Sindicato lamenta muito a insensibilidade da administração com relação a remuneração do profissional de nível superior. Temos vários exemplos, como sociólogos, historiadores, bibliotecários, assistente social, entre outros, que exigem nível superior. São técnicos altamente gabaritados. Muitos desses profissionais, inclusive, com especialização, mestrado e que são muito mal remunerados”, criticou o vice-presidente.

     

    Wellington Silva lembrou a tentativa de se colocar fim ao impasse, porém sem uma resposta positiva da administração. “Recentemente tentamos amenizar essa situação com a isonomia da carga horária, mas infelizmente a administração não se sensibilizou a essa questão. A gente lamenta muito essa distorção de tratamento, pois enquanto alguns profissionais de nível superior são atendidos nas suas reivindicações, reduzindo a carga horária e aumentando os salários, outros profissionais com exigência de nível superior são tratados de forma desigual. A diretoria do Sintram repudia esse tipo de tratamento diferenciado, uma vez que todos estão na mesma condição, com nível superior”, ponderou.

     

    Para Wellington Silva todas as profissionais precisam ser tratadas de forma igualitária. “No nosso entendimento, não há uma profissão melhor que a outra. Entendemos que todas são importantes, com profissionais gabaritados, que precisam ser melhor remunerados nas suas funções. Nós vamos continuar pressionando o Executivo para que essas distorções sejam corrigidas. Vamos continuar insistindo junto a administração para que esses profissionais tenham reconhecimento ao seu devido valor”, finalizou o vice-presidente.

     

    Redação: Jotha Lee
    Comunicação Sintram

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