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Reportagem de jornal confirma temor do Sintram e mostra que novo gestor da UPA não se mostra preparado para assumir a unidade
  • Em manchete, Jornal Agora diz que IBDS, novo gestor da UPA, deixa trabalhadores a deus dará.
  • Do Sintram, em Divinópolis - MG
    01/10/2019 16h52 • Atualizado em 01/10/2019 16h57
  • Em sua principal reportagem da edição desta terça-feira (01/10), o Jornal Agora traz como manchete informação alarmante sobre o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Social (IBDS), que a partir de hoje assume a gestão da UPA Padre Roberto. Sob o título de capa IBDS deixa trabalhadores ‘a deus dará’, a reportagem relata as graves denúncias feitas pelo Sindess, sindicato que representa os profissionais da iniciativa privada que atuam na área de saúde. Na página 3, a reportagem vem com o título Funcionários da UPA perdem plano saúde, conforme denunciou o sindicato da categoria.

     

    O sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram), através da presidente Luciana Santos e do vice-presidente Wellington Silva, fez uma série de alertas sobre o risco da nova terceirização, já que a UPA, desde sua inauguração em 2014, foi entregue à Fundação Santa Casa de Formiga, cuja gestão foi totalmente danosa para o sistema de saúde do município. Luciana Santos, por diversas ocasiões, chamou a atenção para os riscos de nova terceirização, especialmente diante da falta de transparência do IBDS, cujas informações disponíveis são contraditórias e cheias de incógnitas, gerando suspeitas sobre sua capacidade de gerenciar uma unidade de saúde do tamanho da UPA 24h. A UPA Padre Roberto é responsável pelo atendimento de urgência e emergência da macrorregião da saúde, com 54 municípios e 1.167.306 habitantes, conforme informa a Superintendência Regional da Saúde.

     

    Além da falta de transparência, o IBDS assume já anunciando de imediato o corte de 114 funcionários. Até agora a UPA atuou com 357 servidores. Já a partir do início da nova gestão, o IBDS, em cronograma enviado à Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), informou que na nova administração serão contratados apenas 243 funcionários. Além disso, o IBDS foi liberado para contratar profissionais com apenas um ano de experiência, o que torna ainda mais preocupante o atendimento que será dispensado pela UPA a partir de agora.

     

    A Prefeitura de Divinópolis, por sua vez, lavou as mãos e já transferiu os 128 servidores efetivos do município que prestavam serviços à unidade. As explicações dadas até agora pela Prefeitura não são convincentes. O município fala em novo modelo de gestão, com direcionamento dos atendimentos para as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Entretanto a falta de médicos nas UBSs é cada dia mais reclamada pelos usuários, o que leva a conclusão que a Semusa não fez o dever de casa, adotando as medidas necessárias para atender ao novo modelo de gestão da UPA.

     

    PLANOS DE SAÚDE

     

    A reportagem publicada pelo Jornal Agora informa que “os 202 trabalhadores que cumpriam aviso prévio não tinham [até ontem e continuam não tendo] garantia de receber suas verbas rescisórias. Além disso, há discordâncias sobre a carga horária e outras alterações para os novos servidores. Mas a maior ironia, na visão do Sindess, é a retirada do plano de saúde dos funcionários”.

     

    Em declaração ao Jornal Agora, a presidente do Sindess, Denísia Aparecida Silva, disse que o IBDS deixou os trabalhadores ‘a deus dará’. “Com essa situação os servidores da Prefeitura foram remanejados (...). Os que não eram, ficaram sem saber o futuro. Muitos pediram conta, alguns ainda estão trabalhando na UPA. Mas a pressão é muito grande”, relatou Denísia. Ela confirmou a falta de clareza do novo gestor. “Ninguém esclarece a situação. (...) Tiraram o plano de saúde. Sem contar que os funcionários recebem 20% de insalubridade, quando deveria ser 40% porque a UPA é toda insalubre. Tem muitos servidores que choram de desespero”, contou Denísia Aparecida.

     

    Ao responder ao Jornal Agora, a Prefeitura limitou-se a uma nota lacônica, com pouco ou quase nenhum esclarecimento sobre a atual situação. Segundo a Prefeitura “as dúvidas serão esclarecidas em momento oportuno”.

     

    A presidente do Sintram, Luciana Santos, lamenta que a situação tenha chegado a esse ponto e diz que o Sintram cumpriu sua função. “Lamentavelmente essa situação foi prevista pelo Sintram, que cumpriu sua função de alertar sobre os riscos de mais uma terceirização e lutou pela permanência dos servidores de carreira na unidade. Sinceramente, torcemos para que as coisas se esclareçam e que o novo gestor e a Prefeitura tenham responsabilidade com os novos funcionários da UPA, pois isso significa compromisso com o cidadão. E chamamos a atenção da Câmara para que fiscalize a gestão da UPA, pois se não houver fiscalização comprometida com o bem estar da população, tememos que a situação possa fugir do controle. A retirada dos servidores efetivos, numa medida unilateral da Prefeitura, deixou a UPA sem a experiência de funcionários que há mais de 20 anos estão no atendimento de urgência e emergência. Pior do que isso foi liberar a contratação de funcionários com apenas um ano de experiência. Sem dúvida, quem sofre é a população e os novos trabalhadores com os malefícios da terceirização”, finalizou a presidente do Sintram.

     

    Redação: Jotha Lee
    Comunicação Sintram

     

    Veja algumas reportagens sobre o tema produzidas pela Assessoria de Comunicação do Sintram

     

     

     

     

     

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