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Vereador diz que novo gestor da UPA precisa ser fiscalizado
  • Sintram já alertou que qualidade do atendimento da unidade pode cair com redução do quadro funcional.
  • Do Sintram, em Divinópolis - MG
    06/09/2019 15h39 • Atualizado em 06/09/2019 15h39
  • O vereador Renato Ferreira (PSDB), em pronunciamento na sessão ordinária da Câmara Municipal de Divinópolis desta quinta-feira (5) reforçou os alertas que vêm sendo feitos pelo Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram) sobre a nova gestão da UPA 24h, que a partir de outubro ficará sob responsabilidade do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Social (IBDS), vencedor do processo licitatório realizado no mês passado. A gestão da unidade ainda está a cargo da Fundação Santa Casa de Formiga, que após cinco anos vai entregar a unidade sucateada, com equipamentos quebrados, parte da estrutura danificada e um sistema de atendimento comprometido.

     

    O Sintram sempre se posicionou contra a terceirização de serviços públicos, que já trouxe prejuízos enormes para Divinópolis. A Prefeitura já teve que arcar com despesas deixadas por empresas que não cumpriram as regras contratuais, causando prejuízos aos trabalhadores e obrigando o município a arcar com despesas que não estavam planejadas. O novo gestor da UPA vai assumir a unidade já anunciando a redução do quadro funcional de 357 funcionários para 243 e com autorização para contratar pessoal com apenas um ano de experiência em atendimento de urgência e emergência. Além disso, a Prefeitura decidiu retirar da unidade os 128 servidores efetivos, todos com larga experiência.

     

    Em seu pronunciamento, o vereador Renato Ferreira, que é integrante da Comissão de Saúde da Câmara, reafirmou os alertas feitos pelo Sintram sobre a necessidade de fiscalizar o novo gestor da UPA. “É importante a gente conhecer quem vai tomar conta da saúde de nossa cidade e região”, disse ele se referindo ao IBDS. Como o novo gestor não fornece informações muito claras sobre suas atividades, o vereador disse que “temos que torcer para que seja uma empresa idônea”. “Infelizmente hoje está cheio de CNPJs [Cadastro Nacional de Pessoa jurídica] que estão sendo criados em benefício próprio. São tantas coisas que a gente vê que a gente fica assustado”, concluiu o vereador.

     

    A presidente do Sintram, Luciana Santos, reafirmou que o sindicato mantém sua posição contra a terceirização. “Por motivos óbvios nós sempre nos posicionamos contra a terceirização no serviço público. Especialmente na saúde, que é um dos serviços mais procurados pela população essencialmente dependente do sistema público de saúde. Tivemos essa experiência com a Santa Casa de Formiga, que mesmo conhecida por estar geograficamente mais próxima de Divinópolis, surpreendeu a todos com a péssima capacidade administrativa e o envolvimento de seu principal dirigente em graves denúncias. O novo gestor da UPA chega totalmente desconhecido, sem prestar informações claras sobre suas atividades. Nossa expectativa agora é de que as palavras do vereador sejam colocadas em prática e que a Comissão de Saúde da Câmara não seja omissa, fiscalizando de maneira firme e buscando soluções, se necessário”, disse a presidente.

     

    Luciana Santos lembrou ainda que a retirada dos servidores efetivos da UPA 24h é uma medida temerária. “O Sintram continua lutando na Justiça para que essa medida inoportuna não se concretize e até agora a Comissão de Saúde da Câmara se manteve afastada dessa discussão, embora tenha participado de algumas reuniões para discutir o assunto, mas não tomou nenhuma posição efetiva para que a situação fosse revertida. É preciso deixar bem claro que a manutenção desses servidores na unidade é a única garantia de que a população não sofrerá prejuízos. A função do sindicato é trabalhar em defesa dos interesses dos servidores, sem, no entanto, esquecer que é preciso devolver ao usuário um serviço de qualidade. Esses servidores que estão sento retirados da UPA pela administração têm vasta experiência, conhecem a rotina da UPA e já estão acostumados a lidar com urgência e emergência. Infelizmente nada disso foi levado em conta, mas ainda temos fôlego para continuar tentando reverter isso”, concluiu Luciana Santos. 

     

    Redação: Jotha Lee
    Comunicação Sintram

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