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Presidente do Sintram diz que situação atual é fruto de um governo ilegítimo
    Do Sintram, em Divinópolis - MG
    28/05/2018 09h47 • Atualizado em 28/05/2018 09h48
  • A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram), Luciana Santos, diante do agravamento da crise provocada pela greve dos caminhoneiros, disse nesta segunda-feira (28), que esta situação foi provocada por um governo sem representatividade. “Acredito que após esse movimento que parou o país, com respaldo de toda a população, esse governo terá que agir de acordo com os interesses populares, o que não tem acontecido até agora. A falta de legitimidade de um governo conduzido ao Planalto através de um golpe político, sem nenhuma dúvida é uma das principais causas que levam os caminhoneiros a endurecerem as negociações, pois os fatos recentes mostram que não há compromisso da classe política com o cidadão”, analisou.


    Luciana Santos frisou que todos estão sendo penalizados, acrescentando que as medidas tomadas pelo governo trouxeram enormes prejuízos aos trabalhadores, privilegiando somente os empresários. “Sabemos que todos estão sofrendo com essa greve, principalmente a população que mais precisa, porém entendemos que somente através de um remédio amargo a situação pode mudar. Os caminhoneiros estão representando as aspirações de todo o povo brasileiro, que já não suporta mais os desmandos de um governo que até agora somente tirou do trabalhador. Basta fazer uma análise da reforma trabalhista, que privilegiou os empresários e tirou direitos adquiridos pelos trabalhadores com muita luta ao longo de mais de 50 anos”, acrescentou.


    A presidente lembrou que no ano passado a população esteve presente em manifestações pacíficas e ordeiras, reivindicando maior compromisso e responsabilidade, porém a voz das ruas não foi ouvida pelo governo. “O povo foi às ruas mostrando a insatisfação do país, mas isso não foi suficiente para que o governo pudesse nos ouvir. Os sindicatos lideraram manifestações pacíficas que deveriam ter servido de alerta para o Palácio do Planalto, que se fez de surdo, acreditando que a propaganda oficial de que tudo ia muito bem, seria o suficiente para mudar a opinião do cidadão. É sempre bom deixar bem claro que essa luta é de todos nós, é de todo cidadão, é de todo brasileiro que quer um país justo, em todos os sentidos, com melhor distribuição de renda e o banimento dos corruptos que hoje saqueiam os cofres públicos. Esse é um ano de eleições e que esse movimento que acordou o país sirva também para acordar o eleitor”, concluiu.

     

    DIVINÓPOLIS
    Em Divinópolis, a situação é praticamente a mesma da semana passada. A maioria dos postos de gasolina continua sem combustível. A informação divulgada na manhã desta segunda-feira (28), é que dois postos da cidade haviam recebido etanol, porém as filas se alongam por quarteirões. A prefeitura garantiu que há estoque de combustíveis para o atendimento aos veículos do município.


    A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) confirmou o empréstimo de mil litros de óleo diesel para manter a frota do Samu e garantir o funcionamento do serviço por uma semana. Também neste prazo, está garantido o estoque de combustíveis da própria Semusa. Porém, na saúde, há outra preocupação: a garantia do deslocamento dos veículos que transportam pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com atendimento agendando em outros municípios.


    A maior preocupação neste momento é com os serviços terceirizados como o transporte coletivo, que, segundo o consórcio, ainda tem combustível, porém está rodando com a frota reduzida. Já a coleta de lixo, de acordo com a empresa responsável, não foi realizada na nesta sexta-feira (25) em alguns bairros. A coleta dos bairros Icaraí, Lagoa dos Mandarins, São Caetano, São Simão, Centro Industrial 1 e 2, Candidés e Presídio Floramar foi prejudicada. Nesses casos específicos, os caminhões teriam de passar por rodovias e corriam o risco de ficar presos nos bloqueios. No restante da cidade, o recolhimento continua normal, porém a partir de amanhã, a emprese teme maiores dificuldades.

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