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Divinópolis: Ministério Público investiga nepotismo cruzado na prefeitura
    Do Sintram, em Divinópolis - MG
    30/11/2017 09h30 • Atualizado em 30/11/2017 09h31
  • De acordo com notícias publicadas no site do Ministério Público (MPMG) está em andamento um procedimento preparatório para investigar possíveis casos de nepotismo cruzado na Prefeitura de Divinópolis. Segundo o MP, o prefeito Galileu Machado (PMDB) teria nomeado a esposa de um vereador a um cargo público, em troca de apoio político para aprovação de projetos que tramitam na Câmara de Vereadores. Segundo o promotor Gilberto Osório, titular da promotoria de Defesa do Patrimônio Público, existe caso de nepotismo no Legislativo. Ele informou que os casos investigados na prefeitura são da gerente de Memória e Patrimônio, Thaís Gontijo Venuto; da diretora de Trânsito e Transporte, Lorena Machado Mourão e do coordenador de cultura popular e patrimônio, Pedro Souza Machado.


    “Cargo de confiança pode ser nomeado parente, mas desde que tenha qualificação para exercer a função e é isso que estamos investigando. Chamamos o Prefeito e recomendamos que o nomeado seja exonerado. Ele tem um prazo de 30 dias para acatar ou não a recomendação”, esclareceu o promotor.


    Gilberto Osório explica que, caso seja acatada, a Prefeitura deverá enviar um documento comprovando a exoneração. “Existem casos que a assessoria jurídica decide contestar e aí instauramos o inquérito civil que pode até chegar ao processo de improbidade administrativa”.


    A assessoria de Comunicação da Prefeitura explicou que Thaís, que ocupa o cargo na Secretaria de Cultura, é graduada em Conservação de Bens Culturais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e tem especializações. Lorena Machado Mourão, que ocupa o cargo na Secretaria de Trânsito e Transporte, é graduada em Arquitetura e Urbanismo e possui especializações. Pedro, que também é lotado na pasta da Cultura, tem ensino médio completo.


    A filha do Prefeito, Cláudia Abreu Machado, é secretária de Obras e Serviços Humanos, mas neste caso, segundo o MPMG, não houve abertura de procedimento investigativo porque ela possui qualificação para exercer o cargo.


    A assessoria de comunicação da Prefeitura informou que “não existe ilegalidade alguma ou afronta aos termos da Súmula Vinculante nº 13, do Supremo Tribunal Federal. Ela detém capacidade técnica e formação acadêmica que lhe dão aptidão para o desempenho das tarefas próprias do cargo de secretária. O STF entende que parentes podem ser nomeados para atuar como agente político”. Cláudia é formada em engenharia civil.
    Com informações do G1

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