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Terceirização: a precarização das relações de trabalho
    14/04/2015 16h00
  • Vários movimentos sociais e sindicais no Brasil lutam contra a terceirização das relações de trabalho. Fica evidente, que somente com a nossa união e protesto poderemos conscientizar e esclarecer à população mostrando que a terceirização precariza as relações de trabalho e submete os trabalhadores a situações indignas, transgredindo dessa forma as recomendações de trabalho decente pregadas pela Organização Internacional do Trabalho- OIT.

    De acordo com relatório divulgado pelo Ministério Público do Trabalho de Brasília, em análise das dez maiores operações de combate ao trabalho escravo realizadas no país, nos anos de 2010 a 2013, constata-se, que nessas operações, 84,3% em média dos trabalhadores submetidos à condição análogas a de trabalho escravo estavam subcontratados por interposta empresa, ou seja, eram terceirizados.

    Importante registrar que o mesmo relatório mostra a intervenção do MPT em multinacionais e em grandes empresas nacionais, denunciando as precárias condições de trabalho e remuneração aviltante dos brasileiros terceirizados. A exemplo: ArcelorMittal, Votorantim, Gerdau, Vale do Rio Doce, Companhia Siderúrgica Nacional, Samarco, BASF, Ford, Volkswagem, Sadia, Grupo Pão de Açucar, AMBEV, Petróleos Ipiranga e Petrobrás, Bancos ABN AMRO, Santander, CEF, Brasil e Bradesco. Isso mostra que grandes empresas possuidoras de considerável reserva de capital e que em outros países se vêm obrigadas a cumprir as determinações da Declaração Universal dos Direitos Humanos e da Organização Internacional do Trabalho estão aproveitando da situação e expondo os trabalhadores brasileiros a condições subumanas de trabalho e emprego.

    Concretamente, vemos que tal fenômeno vem significando precárias condições de vida para milhões de pessoas, que estão imersas na luta para sobreviver e são obrigadas a se submeter a essas formas desumanas de trabalho, sofrendo assim uma super exploração da sua força de trabalho e sendo desrespeitados em seus direitos e conquistas trabalhistas.

    Tais dados mostram ainda que terceirização é executada sem qualquer precaução pelas empresas e sem nenhum critério ou limites. As autoridades públicas fecham os olhos para o problema de maneira conivente com a ganância patronal pela acumulação do capital, já que por outro lado grandes empresas financiam campanhas eleitorais e a troca de favores, se mostra rentável para ambos os lados.

    O Sintram está atento e luta contra iniciativas de terceirização e cobra a investidura em cargo público, via concurso. Mas é preciso a união de toda classe, já que administradores seguindo uma ideologia neoliberal cogitam a retirada e diminuição de benefícios e direitos já consolidados do trabalhador. Como consequências surgem novas relações como o contrato de trabalho por tempo determinado e várias formas de terceirização, que geram, desse modo, o subemprego e o trabalho informal, novas ameaças ao trabalhador, que antes tinha a garantia de alguns direitos historicamente consolidados.

    O Sintram repudia a ampliação da terceirização e convoca você servidor a lutar contra essa prática!

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